quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Educação de Felicity - Marion Chesney


O meu exemplar:
1ª Edição, ano 2015
N.º páginas:240
Edições ASA

Sinopse:
"Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções - casar ou esperar que um parente rico morra - as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma. Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais "difíceis", apresentá-las à sociedade e arranjar-lhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela). Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso…" (Fonte: www.wook.pt)

O que penso:
Não devemos julgar um livro pela capa. Não devemos, mas é certo que por vezes julgamos. Eu admito que o que me atraiu em primeiro lugar foi a capa. É bonita, é apelativa, tem bastante cor, o design é fabuloso.... Quando li a sinopse fiquei ainda mais interessada. Pareceu-me ser o meu tipo de livro para uma leitura mais leve (depois de ler Kafka, bem precisava de algo divertido). Ainda continuando bom a beleza do livro, quando o comecei a folhear e me deparei com páginas ainda mais bonitas que a capa fiquei boquiaberta. Não me canso de dizer que este é o livro fisicamente mais bonito que alguma vez vi e tive na minha posse. Aqui ficam algumas fotografias para comprovar o quão bonito é:


Falando agora da obra em si, porque de nada nos vale ter um livro muito bonito e floreado se o seu conteúdo não for bom. Adorei A Educação de Felicity. A escrita é fluída, é uma leitura leve, as cerca de duzentas páginas lêem-se de uma ou duas vezes e a história é cativante. Sem desvendar o desenrolar da história, posso dizer que as irmãs Tribble são muitíssimo engraçadas e completam-se com as suas diferenças. Estas solteironas fazem o leitor sorrir em várias fases do livro, pois são tão caricatas que acabamos por nos identificar  com um ou outro traço da sua personalidade. Quanto a Felicity, posso dizer que gostei dela também, especialmente por me ter identificado – a sua rebeldia fez-me lembrar a minha na adolescência. Aconselho este livro a toda a gente. Eu não sou a maior fã de romances históricos e adorei este, talvez por ser divertido e caricato da Regência Britânica e da nobreza inglesa. 

Cotação:
* * * * * (5 em 5)

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Caso alguém se queira juntar a mim para dar as suas próprias opiniões, comentem ou contactem-me diretamente através do email livingbelowtheclouds@gmail.com

domingo, 28 de junho de 2015

A Metamorfose - Franz Kafka


Para iniciar este blogue de opiniões pessoais sobre os livros que leio, vou começar com um clássico: A Metamorfose, de Franz Kafka. 

O meu exemplar:
1ª Edição, ano 2011
N.º páginas: 112
Editora Ulisseia

Sinopse:
 "A Metamorfose" (1915), obra extraordinária, que nos conta a história de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante que suportava financeiramente a sua família e que certa manhã se viu transformado num insecto. Impossibilitado de ir para o trabalho e incapaz de comunicar com os seus familiares, Gregor Samsa vai tornando-se um peso insuportável para estes e sendo relegado para uma situação de marginalização. Narrativa simbólica, "A Metamorfose" reflecte sobre a angústia individual, a solidão e a desesperança humana. (Fonte: www.wook.pt)


O que penso:
Encontrei várias opiniões contraditórias sobre esta obra: desde pessoas que a adoram com toda a sua força, até a pessoas para que apenas a primeira página é simplesmente repugnante.
É um livro cheio de metáforas e é uma crítica à sociedade. Tendo isso em mente, admito que é muito bom. É pequeno e a escrita é muito acessível. 
Hoje este livro tem cerca de 103 anos e continua actual; a sociedade continua a olhar de lado para pessoas diferentes, alguns continuam a ter problemas familiares de aceitação e a solidão continua tão presente agora para cada Homem como em 1912 ou talvez este seja ainda maior.
Esta foi a minha primeira experiência com Franz Kafka, daí ser uma opinião curta. Não vou hesitar em ler mais do autor.

Cotação:
* * * * (4 em 5)


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