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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Três Vezes Nós - Laura Barnett (Opinião)

 
O meu exemplar:
1ª Edição, ano 2016
N.º páginas: 396
Editora Jacarandá

Sinopse:
"Há momentos que mudam tudo. Quando os seus caminhos se cruzam, em 1958, Eva e Jim são dois jovens estudantes de Cambridge. Jim passeia na rua quando Eva, que se aproxima de bicicleta, dá uma guinada para se desviar de um cão. O que acontece a seguir determinará as suas vidas. Seguimos três versões diferentes do seu futuro – juntos e separados –, à medida que a sua história de amor segue diferentes percursos e reviravoltas até chegar ao desfecho, em 2014. Três Vezes Nós é um romance notável sobre as decisões que tomamos e os diferentes caminhos que as nossas vidas podem seguir. E se uma pequena escolha pudesse alterar a sua vida para sempre?" (Fonte: www.goodreads.com)

O que penso:
Esta é, até ao momento, a opinião mais difícil com que me deparei para escrever. 
Porquê? Porque este livro tocou-me e tocou na minha vida pessoal.
Nestas quase 400 páginas, seguimos a vida de Jim e Eva. Conhecemos três versões de como a sua história poderia ser: Juntos, separados, juntos e separados...
Os capítulos são alternados não apenas nas versões, mas também no narrador. Desta forma percebemos facilmente as escolhas das personagens. Umas vezes por pensarem demasiado, outras por serem demasiado impulsivos.
Este casal, independentemente da versão que lermos, ficou ligado desde que se conheceram. Há quem acredite no destino e veja o acidental encontro deles dessa forma, mas não vejo esta situação assim. 

A autora mostra-nos como qualquer decisão que tomamos pode afectar para sempre o rumo que a nossa vida terá. O simples facto de aceitar tomar um café, ir a um encontro ou simplesmente virar a cara, vai premeditar o que acontece a seguir; até à próxima decisão que tomemos.
Entre eles não há inícios nem finais cor-de-rosa, tornando esta narrativa realista e fácil de abraçar. O leitor começa e acaba a torcer por eles, sofre com eles, ri com eles e no fim fica com uma reflexão para fazer sobre as suas próprias decisões.


- Agora é a parte em que vou levar tudo a um nível mais pessoal -
Eu tenho um Jim na minha vida, daí ter sido muito fácil para mim identificar-me com este livro. Eu entendo a perspectiva da Eva, desde o momento em que o viu. Consigo percebê-la, tanto quando luta por ele, como quando não arrisca na relação, por considerar ser o melhor para ele.  Só há uns dias decidi o rumo que quero tomar e sei que ainda podem acontecer muitas versões. E estou a torcer pelo meu Jim, como torci pelo Jim da Eva. A diferença é que as personagens têm "para sempre" e nós, na vida real, temos muito pouco tempo.
Perfeição à parte, este é um romance quase perfeito!

 
Cotação:
* * * * (4 em 5)

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Mr. Chartwell - Rebecca Hunt

O meu exemplar:
1ª Edição, ano 2012
N.º páginas: 321
Civilização Editora

Sinopse:
"Julho de 1964. Na sua casa de Kent, Winston Churchill acorda e depara-se com uma visita: alguém que já não via há algum tempo, uma forma maciça, escura e muda que o observa. É Mr. Chartwell. Em Battersea, Esther Hammerhans, jovem, vulnerável e sozinha, abre a porta ao seu novo hóspede. Pelo vidro vê uma enorme silhueta. É Mr. Chartwell. Ele é carismático e perigosamente sedutor, mas à medida que as vidas de Esther e de Winston se aproximam lentamente, serão eles capazes de resistir aos seus estranhos e poderosos encantos e à sua força? É que os intuitos de Mr. Chartwell são muito mais sombrios e profundos do que parecem." (Fonte: www.wook.pt)

O que penso:
Admito que comprei este livro pela capa. É muito engraçada e deu-me a perceção de que o livro ia ser extremamente divertido. Além disso, adoro cães. Como a sinopse era um pouco misteriosa, aventurei-me sem saber bem o que esperar.
A história é divertida, mas também é séria, pois trata de um assunto delicado: a Depressão. Não fujam deste livro a sete pés, como eu faria se soubesse do que se tratava. Eu não o ia ler, porque pensaria algo do género "Ah, que coisa tão séria... Queria algo mais LEVE". Mas ele É leve. E divertido, e faz-nos rir. A forma como a autora tocou no assunto é muito iteressante. Não quero alongar-me muito sobre esta doença, pois só quem sofre dela ou conhece quem tenha passado por isso sabe realmente como funciona e o quão complicada é. 
Conhecemos as personagens principais: Mr. Chartwell (ou Black Pat), Winston Churchill e Esther. Simpatizei com todas desde o início, se bem que a introdução à história é muito misteriosa e não sabemos bem o que se passa e quem é quem. Mas cerca de dez páginas depois tudo faz sentido.
Posso dizer que gostei do livro. Não foi nada do outro mundo, mas proporcionou-me bons momentos de leitura.
 
Cotação:
* * * (3 em 5)

Por favor, comentem, deixem opiniões ou sugestões para fazer este cantinho crescer.
Caso alguém se queira juntar a mim para dar as suas próprias opiniões, comentem ou contactem-me diretamente através do email livingbelowtheclouds@gmail.com

sábado, 1 de agosto de 2015

Uma Noite Não São Dias - Mário Zambujal

O meu exemplar:

4ª Edição, ano 2010
N.º páginas: 128
Editora Planeta

Sinopse:
"Na Avenida Vertical, nome de uma torre habitacional de 98 andares, símbolo citadino do ‘esquisito ano de 2044’, ocorrem dois misteriosos assaltos: o roubo de um helicóptero no heliporto que encima o edifício e o roubo de uma coroa de uma rainha portuguesa na Praça das Artes, uma das várias praças interiores. Nesta atmosfera de mistério desfilam as personagens principais: Antony, um historiador, a mulher Grace e o amigo escultor, James.
Segundo a editora Planeta, "Uma noite não são dias" é "uma crónica inteligente da época em que vivemos". Para além disso, a perspectiva original sobre as presumíveis evoluções que encontramos caricaturadas na prosa ágil de Mário Zambujal "leva o leitor do sorriso à gargalhada
" (Fonte: www.wook.pt)
 
O que penso:
Este é o terceiro livro que leio de Mário Zambujal. Adorei e é, até ao momento, o meu preferido. Não vou hesitar em continuar a ler obras do autor, pois são o ingrediente perfeito para uma leitura divertida e cativante.
A história passa-se no ano de 2044, mas isto não quer dizer que seja uma obra de ficção científica. Escrito em 2006, Zambujal fez um retrato divertidíssimo da importância exagerada que por vezes damos aos aparelhos eletrónicos. Há até uma parte do livro em que é dito algo do género: Ir de férias é, atualmente, das poucas coisas que não se pode fazer no computador. Mas isso é só parte do livro, outra parte é sobre dois assaltos: a uma coroa e a um helicóptero. 
As personagem são interessantes e muito características da população portuguesa, como habitual.
A escrita é, mais uma vez, o ponto forte. Não posso deixar de recomendar os livros do autor a toda a gente. 
Não posso contar muito da história para não desvendar os mistérios, mas digo que o final surpreendeu-me bastante!

 
Cotação:
* * * * * (5 em 5)

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Educação de Felicity - Marion Chesney


O meu exemplar:
1ª Edição, ano 2015
N.º páginas:240
Edições ASA

Sinopse:
"Numa época em que as mulheres da nobreza só dispõem de duas opções - casar ou esperar que um parente rico morra - as irmãs Tribble não têm sorte nenhuma. Não só ainda não encontraram o amor como, após anos de bajulação a uma intratável tia velha, veem o seu nome apagado do testamento aquando da sua morte.
As românticas Amy e Effie Tribble sonhavam com ricos jantares de carne assada e batalhões de criados aduladores mas agora estão oficialmente na penúria. Ironicamente, é neste cenário desolador que lhes ocorre uma ideia brilhante: colocar a sua educação esmerada ao serviço das jovens mais "difíceis", apresentá-las à sociedade e arranjar-lhes casamento.
Não contavam que a sua primeira cliente fosse Lady Felicity Vane, cuja rebeldia ameaça enlouquecer a sua própria mãe e arruinar o projeto sentimental de Amy e Effie. A jovem prefere caçar com os amigos a pensar em casar. Mal ela sabe que o seu suposto pretendente é o homem que mais a irrita (e que mais irritado se sente por ela). Felicity nunca admitirá que o seu coração treme ao ver Charles Ravenswood, principalmente porque o elegante marquês parece não ter paciência nenhuma para as suas extravagâncias. O clima entre ambos é tão tenso que, se soubessem o que as irmãs planeiam, o resultado seria, no mínimo, desastroso…" (Fonte: www.wook.pt)

O que penso:
Não devemos julgar um livro pela capa. Não devemos, mas é certo que por vezes julgamos. Eu admito que o que me atraiu em primeiro lugar foi a capa. É bonita, é apelativa, tem bastante cor, o design é fabuloso.... Quando li a sinopse fiquei ainda mais interessada. Pareceu-me ser o meu tipo de livro para uma leitura mais leve (depois de ler Kafka, bem precisava de algo divertido). Ainda continuando bom a beleza do livro, quando o comecei a folhear e me deparei com páginas ainda mais bonitas que a capa fiquei boquiaberta. Não me canso de dizer que este é o livro fisicamente mais bonito que alguma vez vi e tive na minha posse. Aqui ficam algumas fotografias para comprovar o quão bonito é:


Falando agora da obra em si, porque de nada nos vale ter um livro muito bonito e floreado se o seu conteúdo não for bom. Adorei A Educação de Felicity. A escrita é fluída, é uma leitura leve, as cerca de duzentas páginas lêem-se de uma ou duas vezes e a história é cativante. Sem desvendar o desenrolar da história, posso dizer que as irmãs Tribble são muitíssimo engraçadas e completam-se com as suas diferenças. Estas solteironas fazem o leitor sorrir em várias fases do livro, pois são tão caricatas que acabamos por nos identificar  com um ou outro traço da sua personalidade. Quanto a Felicity, posso dizer que gostei dela também, especialmente por me ter identificado – a sua rebeldia fez-me lembrar a minha na adolescência. Aconselho este livro a toda a gente. Eu não sou a maior fã de romances históricos e adorei este, talvez por ser divertido e caricato da Regência Britânica e da nobreza inglesa. 

Cotação:
* * * * * (5 em 5)

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